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Investigação

Mandado de Busca e Apreensão

Ordem judicial que autoriza a polícia a entrar em local determinado para apreender objetos, documentos ou pessoas ligados a uma investigação.

Verbete técnico · Por Equipe MindJus

O mandado de busca e apreensão é uma ordem assinada por um juiz que autoriza a entrada da autoridade policial em residência, escritório, veículo ou local fechado para localizar e recolher objetos, documentos, dispositivos eletrônicos ou pessoas relacionados a uma investigação criminal.

Quando se aplica

A medida está prevista nos artigos 240 a 250 do Código de Processo Penal. É cabível quando há indícios concretos de que no local existem elementos úteis à apuração: instrumentos do crime, produto da infração, cartas, computadores, celulares, armas ou a própria pessoa procurada. Não basta suspeita genérica — o juiz precisa de fundadas razões, descritas na decisão.

Quem pode requerer e como é decidido

O pedido pode partir do delegado de polícia (durante o inquérito) ou do Ministério Público. A defesa, em tese, também pode requerer. O juiz analisa o pedido e, se entender presentes os requisitos, expede o mandado especificando:

  • o endereço exato a ser cumprido;
  • o motivo da diligência e o que se procura;
  • o nome do investigado, quando conhecido;
  • a finalidade da apreensão.

Sem mandado, a busca domiciliar só é válida em flagrante, em caso de desastre, para prestar socorro ou com consentimento expresso do morador (art. 5º, XI, da Constituição).

O que esperar na prática

O cumprimento normalmente ocorre durante o dia, entre o nascer e o pôr do sol, salvo autorização específica. A pessoa atingida tem direito a:

  • ver e ler o mandado antes do início da diligência;
  • acompanhar a busca, sempre que possível;
  • receber cópia do auto de apreensão, listando tudo que foi recolhido;
  • ser assistida por advogado, inclusive por telefone, durante a execução.

Eventuais excessos — busca em local diverso do indicado, apreensão de itens sem relação com o objeto da investigação ou violação da cadeia de custódia — podem levar à nulidade da prova e à exclusão do material do processo. Por isso, registrar o ocorrido, guardar o mandado e acionar a defesa de imediato são passos decisivos.

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